Glossário

A inflação distorce todo retorno: um ganho de 100% num período em que os preços também dobraram é, no fim, ganho zero em poder de compra. Por isso quase nenhum número financeiro se lê sozinho — ele precisa de uma régua. Os termos abaixo são essa régua, e se repetem nas páginas do Dinheiro no Tempo porque separam o que parece do que é: o retorno nominal do real, o preço cru do fechamento ajustado por proventos, a cotação de câmbio do rendimento, a multiplicação no gráfico do drawdown que foi preciso atravessar para chegar nela. Cada definição existe para que você leia qualquer resposta do site sem ser enganado por um número grande que, descontado o contexto, vale menos do que aparenta.

CDI
Taxa média dos empréstimos de um dia entre bancos; a referência da renda fixa brasileira.
IPCA
Inflação oficial do Brasil, medida mensalmente pelo IBGE.
IGP-M
Índice da FGV com peso em atacado e câmbio; corrige muitos aluguéis e contratos.
Correção monetária
Atualizar um valor pela inflação acumulada — preserva poder de compra, não é rendimento.
Fechamento ajustado
Preço de ação ajustado por dividendos e desdobramentos; a única medida honesta de retorno total.
Drawdown
A maior queda entre um topo e o fundo seguinte. O preço psicológico de qualquer multiplicação.
CAGR
Taxa composta anual equivalente de um retorno acumulado: (final/inicial)^(1/anos) − 1.
IR regressivo
Tabela do IR de renda fixa: 22,5% até 180 dias, caindo até 15% acima de 2 anos.
PTAX
Taxa de câmbio oficial calculada pelo Banco Central; usamos na conversão de ativos em dólar.
Termos nominais × reais
Nominal é o número da época; real é descontada a inflação do período.

Conteúdo descritivo e educacional, calculado a partir de dados públicos oficiais. Não é recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultado futuro.