O que segurou durante a crise de 2008
+48%
Atualizado em 1 de julho de 2026 · fechamento (não exportável), em reais via PTAX · CDI/IPCA (BCB/IBGE)
Durante a crise de 2008, Ouro foi o que melhor segurou: subiu 48%. VALE3 foi o que mais caiu (-51%). Na régua, o CDI +11% e a inflação (IPCA) +4%.
Como cada ativo se comportou durante a crise de 2008, na janela de mai/2008 a mar/2009, em reais. O pódio ordena do que mais subiu (ou menos caiu) ao que mais caiu, com o CDI e o IPCA como régua. Moedas aparecem como variação da cotação frente ao real — não rendem juros e não são rendimento.
O que aconteceu
A crise de 2008 nasceu nos Estados Unidos, no mercado de hipotecas subprime: empréstimos de alto risco empacotados e revendidos como títulos seguros. Quando esses títulos viraram pó, a falência do banco Lehman Brothers em setembro de 2008 travou o crédito entre os bancos do mundo inteiro. O dinheiro parou de circular, e o medo cruzou fronteiras em semanas.
No Brasil, o golpe veio pelos canais de sempre. O Ibovespa caiu junto com as bolsas globais, e as ações mais ligadas ao ciclo econômico, como bancos e commodities, foram as que mais apanharam na janela de maio de 2008 a março de 2009.
O câmbio contou a outra metade da história. O dólar disparou frente ao real, porque o investidor estrangeiro tira dinheiro de mercados emergentes em pânico de liquidez. O ouro seguiu o padrão clássico de refúgio em crise de crédito: quem buscava abrigo correu para o metal e para a moeda forte, enquanto quem estava em renda variável brasileira viu o pódio inteiro mergulhar antes de qualquer recuperação.
O pódio: quem segurou e quem caiu
| # | Ativo | No período |
|---|---|---|
| 1 | Ouro | +48% |
| 2 | Dólar | +42% (cotação) |
| 3 | ABEV3 | -12% |
| 4 | S&P 500 | -19% |
| 5 | PETR4 | -40% |
| 6 | Ibovespa | -44% |
| 7 | BBAS3 | -44% |
| 8 | VALE3 | -51% |
1 ativo ficou de fora por não cobrir o início da janela — o pódio mede só quem tem série do começo ao fim do período (janela comum). Variações nominais em reais, do início ao fim da janela. Câmbio aparece como cotação frente ao real (moeda parada não rende juros). Índices de preço (ex.: S&P 500) sem dividendos.
A régua: CDI e inflação na mesma janela
| Régua | No período |
|---|---|
| CDI (renda fixa) | +11% |
| Inflação (IPCA) | +4% |
A régua não disputa o pódio: o CDI mostra quanto a renda fixa entregou na mesma janela; o IPCA, quanto de qualquer alta foi só repor poder de compra. Nada aqui é recomendação.
Perguntas frequentes
Qual investimento melhor segurou durante a crise de 2008?
Ouro, com +48% na janela de mai/2008 a mar/2009, em reais. Na régua, o CDI +11% e a inflação (IPCA) +4%.
Todos os ativos têm dado para essa janela?
Não: 1 ativo ficou de fora por não cobrir o início da janela — medir uma janela mais curta com as datas da crise seria desonesto. O pódio mostra só quem cobre o período inteiro.
O dólar/câmbio conta como rendimento aqui?
Não. Câmbio é cotação: moeda parada em caixa não rende juros, então a variação frente ao real não é um rendimento. O IPCA na régua mostra quanto da alta foi só inflação.
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